Isaías Real registrou boletim de ocorrência e busca na Justiça dados de um perfil que teria enviado as mensagens
O radialista Isaías Real afirma ter recebido ameaças de um perfil que considera falso após publicar um vídeo criticando a suspensão da programação da Rádio Farol FM, em Alagoas, após uma ação da coligação que apoia as candidaturas de Renan Calheiros e Renan Filho (MDB). Segundo o comunicador, as mensagens chegaram na noite de domingo (27), depois que ele se manifestou sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL).
No vídeo, Isaías conta que registrou um boletim de ocorrência e entrou com uma medida judicial para tentar identificar o responsável pela conta. Elebusca obter da Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, informações que possam auxiliar a investigação.
“Nós recebemos na noite de ontem (domingo, 27) uma ameaça vindo de um perfil fake, porque não tem coragem de mostrar o rosto”, declarou. Ao mostrar o boletim de ocorrência, o radialista afirmou que a situação também afeta sua família e sua segurança para continuar trabalhando.
Comunicador relaciona mensagem a vídeo sobre a Farol FM
Isaías disse que a ameaça chegou depois de sua publicação sobre a interrupção da programação da emissora, que transmite programas religiosos. “Depois da gente postar um vídeo falando sobre a censura que foi imposta à Rádio Farol FM […] nós recebemos uma ameaça de um perfil”, relatou.
O comunicador procurou a Polícia Civil e que espera a identificação do titular da conta. “Isso nos deixa inseguros para continuarmos a trabalhar”, disse. Apesar do episódio, declarou que pretende manter suas manifestações públicas.
Entenda a censura das rádios
A manifestação de Isaías ocorreu após uma decisão liminar a pedido da coligação “Pra Alagoas Fazer História de Novo”, de Renan Filho, candidato a governador e Renan Calheiros, candidato a senador, que suspendeu a programação normal de nove rádios e determinou a suspensão temporária de dez perfis em redes sociais até o encerramento da votação do primeiro turno, em 4 de outubro. Entre as emissoras atingidas estão frequências da Farol FM.
Vários apresentadores, radialistas, jornalistas e pastores já se manifestaram contra a censura imposta pela coligação dos Calheiros.









