Ação de Catunda para ganhar mandato na “justiça” pode derrubar outros eleitos para Câmara de Maceió e vários municípios

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Se a de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) provocada pelo ainda vereador João Catunda (PP) prosperar, outros eleitos através do voto deverão ser “derrubados” no “justiça” estendido pelo candidato que não alcançou a reeleição, através da jurisprudência a ser seguida pela Justiça.

Será um verdadeiro “efeito cascata”, onde candidatos que foram eleitos nas urnas perderão seus mandatos porque um político não aceita o fato de não ter sido escolhido pelo povo. Segundo especialistas da área, a ação de Catunda pode acabar ferindo o processo democrático e prejudicar a próxima legislatura em diversos municípios.

Em Maceió, por exemplo, outros partidos tiveram suas candidatas menos votadas que também receberam valores do Fundo Eleitoral. Solange da Guarda, do União Brasil, recebeu R$ 83.433,17 e obteve 46 votos. Já Edienne Ferreira, do PL, recebeu R$ 298.883,19 e teve 372. A candidata alvo da denúncia, Francisquinha (PDT), recebeu R$ 19.500 e conquistou 14 votos.

Trocando em miúdos: se houver uma investigação rigorosa por parte da Justiça Eleitoral, e novas denúncias no “padrão Catunda” forem feitas, há o risco de perderem o mandato praticamente mais da metade dos eleitos no último pleito, incluindo os do Progressistas de João Catunda.

A AIJE de João Catunda repercutiu negativamente para grande parte da população, que usou as redes sociais para protestar contra a movimentação feita pelo candidato derrotado. Já na classe política, ele já “não é visto com bons olhos”.