Uma gestante precisou dar à luz na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Coruripe após encontrar as portas fechadas tanto na maternidade de Penedo quanto no Hospital Carvalho Beltrão, unidades de referência da região. O episódio, que poderia ter terminado em tragédia, reacende o debate sobre a fragilidade da rede materno-infantil no Baixo São Francisco.
Segundo relato da própria gestante, ela entrou em trabalho de parto e buscou atendimento em Penedo. No entanto, ao chegar à maternidade, não conseguiu ser acolhida por falta de médico. Diante da urgência e do avanço das contrações, a família se deslocou para Coruripe, onde também encontrou o Hospital Carvalho Beltrão fechado. Sem alternativa, recorreu à UPA do município.
A UPA, que não é estruturada para partos de média e alta complexidade, precisou agir com rapidez. Os profissionais de plantão realizaram o atendimento emergencial e conseguiram conduzir o nascimento com segurança. Mãe e bebê passam bem.
O caso expõe uma realidade preocupante: unidades de referência fragilizadas e ausência de retaguarda hospitalar obrigam gestantes a peregrinar justamente no momento em que mais precisam de acolhimento imediato.
Moradores da região relatam que essa não é a primeira vez e questionam a falta de previsibilidade e organização. “Parto não espera. Não dá para tratar como algo que pode ser adiado”, comentou um familiar.






