Em pleno mês dedicado às mulheres, a vereadora Lizi foi alvo de críticas insensíveis ao apresentar um projeto que garante direitos básicos a gestantes, puérperas ou adotantes no legislativo municipal. A proposta, que já tinha parecer favorável da comissão, permite a escolha entre licença maternidade ou trabalho híbrido, incluindo amamentação. No entanto, durante a votação, Lizi foi confrontada com argumentos considerados absurdos e desrespeitosos.
Uma colega de parlamento, vereadora Simony Farias comparou a gravidez a uma doença e alegou que a Câmara não teria condições de apoiar uma vereadora grávida devido à falta de uma TV no plenário e à ausência de um notebook fornecido pela casa legislativa. Lizi reagiu com indignação: “Me senti desrespeitada, sem acolhimento. Desvalorizaram a gravidez ao valor de uma TV. Outra mulher quis opinar sobre como eu deveria levar meu mandato, como se eu não tivesse direito de escolha”.
O caso expõe desafios que muitas mulheres enfrentam ao conciliar maternidade e carreira. Lizi prometeu continuar lutando: “Não vão me calar. Vou garantir que nenhuma mulher em cenário político, precise escolher entre a maternidade e sua profissão, se assim não quiser”.
O projeto foi alvo de pedido de vistas pela vereadora Simony, que terá 15 dias para justificar sua posição e apresentar emendas, passar novamente pela comissão de justiça e redação e seguir para votação em plenário. O episódio reforça a necessidade de avanços na discussão sobre igualdade de gênero e direitos das mulheres no ambiente político e profissional.
Vale lembrar: A maternidade não é uma doença, e a mulher não deve ser penalizada por escolher ser mãe.







