por: assessoria
Proposta toma como referência a medida adotada no Rio de Janeiro para reduzir a exposição da população, especialmente de crianças e adolescentes, à publicidade de apostas
A deputada estadual Fátima Canuto e o pré-candidato a deputado federal Renato Filho defenderam que Alagoas adote uma legislação semelhante à implementada no Rio de Janeiro, que proibiu a publicidade de casas de apostas (bets) em espaços públicos. Para eles, a medida representa um passo importante para proteger crianças, adolescentes e famílias dos impactos provocados pela crescente exposição às plataformas de apostas esportivas.
A iniciativa foi motivada pela decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro, que vetou a veiculação de anúncios de bets em outdoors, mobiliário urbano, relógios digitais, pontos de ônibus, táxis, VLT e demais equipamentos públicos utilizados para publicidade. A justificativa da administração carioca é reduzir a influência desse tipo de propaganda sobre a população, especialmente os mais jovens.
Para Fátima Canuto, Alagoas também precisa discutir mecanismos que limitem a publicidade das apostas esportivas e fortaleçam políticas públicas de proteção social.
“Estamos diante de um problema que afeta milhares de famílias brasileiras. A publicidade excessiva acaba normalizando as apostas e alcançando públicos cada vez mais jovens”, destacou a deputada.
Renato Filho ressaltou que a experiência do Rio de Janeiro demonstra que é possível conciliar liberdade econômica com responsabilidade social.
“O Estado tem o dever de proteger crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis da exposição constante a estímulos que podem contribuir para o vício, o endividamento e outros problemas sociais. O exemplo do Rio mostra que esse debate precisa chegar também a Alagoas”, destacou.
Nos últimos anos, o crescimento das plataformas de apostas esportivas no Brasil foi acompanhado por uma expansão significativa da publicidade em diferentes meios de comunicação e espaços urbanos. Paralelamente, especialistas em saúde pública e órgãos de defesa do consumidor têm alertado para o aumento de casos de compulsão por jogos, endividamento familiar e impactos na saúde mental.








