Dois policiais civis e um terceiro suspeito foram presos na manhã deste sábado (25) em uma ação da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Alagoas relacionada ao sequestro e morte do empresário Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos, em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas.
As informações são iniciais, e os detalhes da operação ainda devem ser divulgados oficialmente pelas autoridades. Segundo as informações repassadas, os três foram encaminhados para a Delegacia Geral da Polícia Civil, em Maceió, onde foram realizados os procedimentos legais.
Rogério foi encontrado morto na terça-feira (21), em um canavial no município de Coruripe. Ele estava desaparecido desde a segunda-feira (20), após ser levado por homens que se passaram por policiais civis.
O corpo foi localizado de bruços, com marcas de tiros na cabeça e sinais de tortura. A vítima também foi encontrada sem os dois olhos. Até o momento, não há confirmação se a perda ocorreu em decorrência dos disparos ou se houve retirada após a ação criminosa.
Antes de ser encontrado morto, Rogério foi abordado por três homens que utilizavam balaclavas e roupas semelhantes às da Polícia Civil. Vídeos registrados por testemunhas mostram o momento em que ele é algemado e colocado no banco traseiro de um veículo.
Segundo a Polícia Civil, nenhuma equipe da instituição realizava operação na região no momento da abordagem. A corporação informou que os suspeitos teriam utilizado o fardamento para se passar por policiais.
Linhas de investigação
A investigação apura a possível motivação do crime. Segundo informações iniciais, uma das suspeitas é de que o sequestro e a morte do empresário tenham relação com uma possível dívida financeira. Os detalhes ainda devem ser esclarecidos pelas autoridades.
Outra linha de investigação considera o histórico criminal de Rogério. Ele participou de um roubo a carro-forte em 2014, foi condenado e preso em 2019. Atualmente, cumpria pena em regime semiaberto e comparecia mensalmente ao Fórum de Coruripe para assinatura de medidas cautelares.
Redação: GazetaWeb





